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quarta-feira, 3 de julho de 2013

A COR DO SENTIMENTO EM TONI MORRISON


Chloe Anthony Wofford, a famosa romancista Toni Morrison, nasceu em Lorain, Ohio nos Estados Unidos, no dia 18 de novembro de 1931, vinda de origem pobre teve uma infância sofrida e cheia de privações, devido a Grande Depressão. Morrison cursou teatro na universidade de Harvard e letras na universidade de Cornell, após a graduação construiu carreira universitária como professora de Língua Inglesa.

A partir de 1965, Toni passa a editar obras ficcionais, isso até 1970, ano de lançamento de seu primeiro livro O olho mais azul. A autora narra neste livro a história de uma garota negra chamada Pecola Breedlove que é levada à loucura por ter um pai violento e por ser apaixonada pela beleza branca se martiriza por não ter olhos azuis, depois como num passe de mágica ela pensa que seus olhos escuros se tornaram azuis e isso a fará uma pessoa melhor. A escritora aborda questões relacionadas a raça, ao feminino e aos padrões de beleza, este tema se repete em diversas de suas obras. Ela apresenta um ponto de vista um tanto inusitado acerca da violência, não a justifica, mas mostrando todo o contexto que levou a violência. Observe um trecho retirado do livro:

 

 

(...) O amor nunca é melhor do que o amante. Quem é mau, ama com maldade, o violento ama com violência, o fraco ama com fraqueza, gente estúpida ama com estupidez, e o amor de um homem livre nunca é seguro. Não há dádiva para o ser amado. Só o amante possui a dádiva do amor. O ser amado é espoliado, neutralizado, congelado no fulgor do olho interior do amante. [1]

 

 

Em 1973, ela lança o livro Sula, nele a autora descreve mulheres afro-americanas como personagens únicos, individualizados, nessa obra ela narra a forte amizade de duas mulheres.

Em 1977, Morrison lança Song of Salomon, obra bem recebida pela crítica e pelo público norte-americano e que a consagrou internacionalmente. Narra as aventuras de Milkman Dead em busca de um pote de ouro.

Em 1981 a escritora discorre sobre o tema de embates raciais, sociais e sexuais na obra Tar Baby, a história se passa em uma ilha caribenha.

1987, ano de lançamento da obra que é considerada o melhor romance dos últimos 25 anos pelo The New York Times, e lhe conferiu o prêmio Pulitzer de melhor ficção, Amada, baseado em uma história real que se passa nos anos posteriores ao fim da Guerra Civil, quando a escravidão tinha sido abolida nos Estados Unidos é um retrato lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX.

Amada é o primeiro volume da trilogia composta por Jazz (1992) um romance que reflete sobre a vida dos negros no bairro de Harlem em Nova Iorque, nos anos vinte, e Paraíso (1997) onde a autora dramatiza a história de uma menina negra que sofre opressão do preconceito racial, essa obra esta intimamente ligada a biografia da autora.

A obra Amada foi convertida em filme em 1998 com o título de A bem amada, com direção de Jonathan Demme e protagonizado por Oprah Winfrey e Danny Glover.

Constam ainda, na bibliografia de Toni Morrison obras dramatúrgicas, ensaios, literatura direcionada a crianças e um libreto de ópera.

Seu último lançamento foi Compaixão, em 2009 onde a autora novamente aborda um de seus temas favoritos, a escravidão. É uma tragédia romântica que conta a vida de uma escrava adolescente que foi dada pela sua mãe, quando ainda era um bebê, para quitar uma divida, a menina aprende se arranjar só, quando grande se apaixona por um escravo liberto e tem um fim trágico.

Quanto ao processo de criatividade de Toni Morrison, por costume de esperar as crianças irem para a cama para poder escrever, ainda hoje mesmo com elas convertidas em adultos, Morrison mantêm esse hábito de escrever durante a madrugada, e é das 4 da manhã em diante que a autora afirma estar em seu apogeu criador.

Em suas obras a autora retrata personagens que apresentam histórias de vida semelhante a sua, e se torna popular por traduzir as experiências de protagonistas negras e miseráveis em um país economicamente abalado.

Morrison é consagrada uma das melhores escritoras norte americana dos últimos tempos, por superar sua condição de ser negra e de origem humilde em país conhecido por sua tradição racista, o que lhe valeu ser a primeira mulher negra a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1993.


BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

LEVY, Tatiana Salem. Toni Morrison retrata aridez de sociedade em construção. Disponível em  <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1209200911.htm> Acesso em: 23 ago. 2012.

O que você está lendo? Comentários. Disponível em  <http://biblioteca.multiply.com/reviews?&show_interstitial=1&u=%2Freviews> Acesso em: 23 ago. 2012.

SANTANA, Ana Lucia. Toni Morrison: biografia. Disponível em <http://www.infoescola.com/biografias/toni-morrison/> Acesso em: 23 ago. 2012.

Toni Morrison sobre Biografias por Algo Sobre. Disponível em <http://www.algosobre.com.br/biografias/toni-morrison.html> Acesso em: 23 ago. 2012.

VANSPANCKEREN, Kathryn. Toni Morrison. Disponível em <http://www.embaixadaamericana.org.br/HTML/literatureinbrief/chapter07a.htm> Acesso em: 22 ago. 2012.



[1]O que você está lendo? Comentários. Disponível em  <http://biblioteca.multiply.com/reviews?&show_interstitial=1&u=%2Freviews> Acesso em: 23 ago. 2012.
 

análise da obra de Shakespeare Otelo o mouro de veneza

Por: Monica Giselli de Freitas, academica do 6° período de Letras.

Enredo

Apresentação


Iago, alferes de Otelo, trama junto com Rodrigo contar a Brabâncio, rico senador de Veneza, que sua filha a gentil e delicada Desdêmona tinha se casado com Otelo, o mouro de Veneza.O invejoso Iago quer vingar-se do General Otelo por ter promovido Cássio ao cargo de tenente em seu lugar.

Complicação


 Brabâncio ao descobrir que sua filha se casou com o mouro tenta encontrá-lo e para matá-lo, mas quando se encontram são convocados para uma reunião no senado. Lá, Brabâncio acusa Otelo de bruxaria, Desdêmona desmente a acusação e pelo fato de Otelo ser um ótimo general ao invés de ser morto ele é mandado para Chipre junto com Desdêmona. Em Chipre Iago lança a desgraça de todos envenenando a cabeça de Otelo com o ciúme.

Clímax

Quando Otelo cai na armadilha de Iago e chega ao auge da dúvida da lealdade de sua querida Desdêmona.

Desfecho

 Otelo mata Desdêmona estrangulada. Quando descobre que ela era inocente tenta assassinar Iago e acaba se matando, antes de morrer dá um último beijo em Desdêmona. Cássio assume o lugar de Otelo e ordena que Iago seja torturado até a morte.

Características dos personagens

       Otelo: General mouro de caráter, atitudes e sentimentos nobres que contrastam com sua aparência rude. Muito ingênuo, já que cai na lábia de Iago.

      Desdêmona: gentil, delicada e bondosa tentava ajudar Cássio e era leal a Otelo.

      Iago: vil, mentiroso e invejoso. Não media as conseqüências de seus atos, passando por cima de todos para chegar ao seu  objetivo: a vingança contra Otelo.

      Cássio: tão ingênuo quanto Otelo, cai na lábia de Iago que o usa para executar seus planos.

      Brabâncio: pai de Desdêmona, rico senador e preconceituoso.

      Emília: esposa de Iago e serviçal de Desdêmona, revela ao final da obra o caráter vil de Iago.

      As demais personagens são de menos importância (sendo apenas apresentados).

 

Ideologia

 

      Preconceito racial, presente por toda a obra, já que muitos personagens zombavam de Otelo, por este ser negro.

      Contraste entre realidade e aparências um exemplo é Iago que parecia ser uma pessoa de boa índole, mas no decorrer da peça mostra ser invejoso e traiçoeiro.

      Ciúmes injustificados, Otelo sentia ciúme de Desdêmona sem que ela desse motivo para isso.

      Crítica política: pode ser observado quando Brabâncio chama Iago de vilão e Iago diz que ele é governador, ou seja, que os governadores também não tem boa índole.