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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Como incentivar o hábito de leitura - fichamento


BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. 7. ed. São Paulo: Ática, 2002. 109 páginas

A leitura é um dos meios mais eficazes de desenvolvimento sistemático da linguagem e da personalidade. p. 10

Todo bom leitor é um bom aprendiz [...] e esse fato é importante para o êxito tanto na escola quanto na vida ulterior [...]. p. 13

[...] alunos que gostam de ler e que, portanto leem muito [...] revelam habilidades de leitura muito bem desenvolvidas [...]. p. 22

Só se atinge o objetivo do ensino da leitura – o desenvolvimento do gosto literário e de capacidade crítica – quando se começa com os interesses existentes tentando constantemente expandir-lhes o horizonte. p. 58

[...] o trabalho do professor não se limita a despertar a fé na importância dos livros e o entusiasmo por ela: cumpre que ele esteja em condições de apresentar às crianças livros específicos [...]. p. 74

Para promover hábitos de leitura, os livros precisam ser levados com maior frequência aos programas educativos, tanto direta como indiretamente. p. 84

[...]as discussões sobre livros estimulam até os jovens participantes que não são leitores declarados. Pela associação da leitura aos seus demais interesses [...]. p. 88

O que é leitura - fichamento


MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 2003. 93 páginas.


Ninguém ensina ninguém a ler; o aprendizado é, em última instância, solitário, embora se desencadeie e se desenvolva na convivência com os outros e com o mundo. p. 12

[...] aprendemos a ler a partir do nosso contexto pessoal. E temos que valorizá-lo para poder ir além dele. p.15

[...] o leitor pré-existe à descoberta do significado das palavras escritas [...] p. 17

[...] de o mundo estar ao nosso alcance; não só podemos compreendê-lo, conviver com ele, mas até modificá-lo à medida que incorporamos experiências de leitura. p.17

[...] seja quem for o leitor, o hábito de ler sempre estará ligado a essas condições, precárias ou ideais. p. 21

[...] ampliar a noção de leitura pressupõe transformações na visão de mundo em geral e na de cultura em particular. p. 29

A leitura vai [...] além do texto [...] e começa antes do contato com ele. O leitor assume papel atuante, deixa de ser mero decodificador ou receptor passivo. E o contexto geral em que ele atua, as pessoas com quem convive passam a ter influência apreciável em seu desempenho na leitura. p. 32-33

[...] dar sentido a um texto implica sempre levar em conta a situação desse texto e de seu leitor. p. 33

[...] a noção de texto [...] é ampliada, não mais fica restrita ao que está escrito, mas abre-se para englobar diferentes linguagens. p. 33

[...] aprender a ler significa também aprender a ler o mundo, dar sentido a ele e a nós próprios, o que [...] fazemos mesmo sem ser ensinados. p. 34

A função do educador não seria precisamente a de ensinar a ler, mas a de criar condições para o educando realizar a sua própria aprendizagem [...]. p. 34

[...] três níveis básicos de leitura [...] sensorial, emocional e racional. Cada um desses três níveis corresponde a um modo de aproximação ao objeto lido [...] esses três níveis são inter-relacionados, senão simultâneos mesmo sendo um ou outro privilegiado [...]. p. 36-37

[...] leitura sensorial começa [...] muito cedo nos acompanha por toda vida. p. 40

A leitura sensorial vai[...] dando conhecer ao leitor o que ele gosta ou não, mesmo inconscientemente [...] apenas porque impressiona a vista, o ouvido, o tato e o paladar.  p.42

[...] quando uma leitura [...] nos faz ficar alegres ou deprimidos, desperta a curiosidade, estimula a fantasia [...] deixamos de ler apenas com os sentidos para entrar em outro nível de leitura – o emocional. p. 48

Importa [...] na leitura racional, salientar seu caráter eminentemente reflexivo, dialético [...]. p. 66

[...] cada um precisa buscar o seu jeito de ler e aprimorá-lo para a leitura se tornar cada vez mais gratificante. p. 85

A importância do ato de ler - fichamento


FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 1. Ed. São Paulo: Moderna, 2003. 45 páginas

“A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto”. p. 13

“A decifração da palavra fluía naturalmente da leitura do mundo particular”. p. 24

“ Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda”. p. 31

“O fato de ele [o educando] necessitar da ajuda do educador, como ocorre em qualquer relação pedagógica, não significa dever a ajuda do educador anular a criatividade e a sua responsabilidade na construção da sua linguagem escrita e na leitura desta linguagem.” p.38

“[...] a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica continuidade da leitura daquele”. p. 40

“[...] a leitura da palavra não é apenas precedida da leitura do mundo, mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer de transformá-lo através da nossa prática consciente”. p. 40-41

“[...] reflexões em torno da importância do ato de ler, que implica sempre percepção crítica, interpretação e “re-escrita” do lido [...]”. p. 44

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O que é leitura - Maria Helena Martins (fichamento)

MARTINS, Maria helena. O que é leitura. SP: Brasiliense, 2003. 93 páginas.

CITAÇÕES

"Ninguém ensina ninguém a ler; o aprendizado é, em última instância, solitário, embora se desencadeie e se desenvolva na convivência com os outros e com o mundo." p 12

"[...] aprendemos a ler a partir do nosso contexto pessoal. E temos que varolizá-lo para poder ir além dele." p. 15

"[...] o leitor pre-existe à descoberta do significado das palavras escritas [...]" p. 17

"[...] de o mundo estar ao nosso alcance; não só podemos compreendê-lo, conviver com ele, mas até modificá-lo à medida que incorporamosexperiências de leitura." p.17

"[...] seja quem for o leitor, o ato de ler sempre estará ligado a essas condições, precárias ou ideais." p. 21

"[...] ampliar a noção de leitura pressupõe transformações na visão de mundo geral e na cultura em particular. " p. 29

" A leitura vai [...] alémdo texto [...]  e começa antes do contato com ele. O leitor assume papel atuante, deixa de ser mero decodificador ou receptor passivo. E o contexto geral em que ele atua, as pessoas com quem convive passam a ter influência apreciável em seu desempenho na leitura." p. 32- 33

"[...] dar sentido a um texto implica sempre levar em conta a situação desse texto e de seu leitor." p. 33

"[...] a noção de texto [...] é ampliada, não mais fica restrita ao que está escrito, mas abre-se para englobar diferentes linguagens." p. 33

" [...] aprender a ler significa também aprender a ler o mundo, dar sentidos  a eles e a nós próprios, o que, [...] fazemos mesmo sem ser ensinados. " p.34

" A função  do educador não seria necessariamente de ensinar a ler, mas a de criar condições para o educando realizar a sua própria aprendizagem [...]" p. 34

[...] três níveis básicos de leitura [...] sensorial, emocional e racional.  Cada um desses três níveis corresponde a um modo de aproximação ao objeto lido [...] esses três níveis são inter-relacionados, senão simultâneos mesmo sendo um ou outro privilegiado [..]" p. 36 e 37
obs: são privilegiadas de acordo com o interesse, a experiência do leitor e as condições do contexto em geral.

"[...] leitura sensorial começa [...] muito cedo e nos acompanha por toda vida." p. 40

" A leitura sensorial vai [...] dando o conhecer ao leitor o que ele gosta ou não, mesmo inconscientemente [...] apenas porque impressiona a vista, o ouvido, o tato e o paladar." p. 42

"[...] quando uma leitura [...] nos faz ficar alegres ou depreimidos, desperta a curiosidade, estimula a fantasia, provoca descobertas, lembranças [...]deixamos de ler apenas com os sentidos para entrar em outro nívelde leitura - o emocional." p. 48

" Importa [...] na leitura racional, salientar seu carater eminantemente reflexivo e dialético [...]" p. 66

" Não se deve [...] supor a existência isolada de nenhum desses três níveis. Talvez haja [...] a prevalencia de um ou outro. Mas, creio mesmo ser muito difícil  realizar apenas uma leitura sensorial, emocional ou racional [...] " p 77

" [...] cada um precisa buscar o seu geito de ler e aprimorá-lo para a leitura se tornar cada vez mais gratificante." p. 85

A importância do ato de ler - Paulo Freire (fichamento)

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 1 ed. São Paulo: Moderna, 2003. 45p.

" Acompreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto." p. 13
 
"A decifração da palavra fluía naturalmente da leitura do mundo particular." p. 24
 
"Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda." p. 31
 
 " O fato de ele [o educando] necessitar da ajuda do educador, ocorre em qualquer relação pedagógica, não significa ajuda do educador anular a criatividade e a sua responsabilidade na contrução de sua linguagem escrita e na leitura desta linguagem." p. 38

"[...] a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por uma certa forma de "escrevê-lo" ou de "reescrevê-lo", quer dizer de tranformá-lo através de nossa prática consciente." p. 40-41

" [...] reflexões em torno da importância do ato de ler, que implica sempre percepção crítica, interpretação e "re-escrita" do lido[...]" p.44

 


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

fichamento: A pesquisa sociolinguística - Tarallo


TARALLO, Fernando.  A pesquisa sociolingüística. 4 ed. São Paulo: Ática, 1994.

 

“Este livro propõe a você maneiras possíveis de se combater o “caos” linguístico. Você ira tentar o desafio de tentar processar, analisar e sistematizar o universo aparentemente caótico da língua falada.” P.05

 

“[...] o “caos” basicamente se configura como um campo de batalha em que duas (ou mais) maneiras de se dizer a mesma coisa [...] se enfrentam em um duelo de contemporização, por sua subsistência e coexistência.” p.05

 

“A cada situação de fala em que nos inserimos e da qual participamos, notamos que a língua falada é, a um só tempo, heterogênea e diversificada. E deve ser sistematizada.” p.06

 

 

Analisar e aprender sistematizar variantes lingüísticas usadas por uma mesma comunidade de fala serão nossos principais objetivos. O modelo de análise a ser desenvolvido neste livro é o que se convencionou denominar “teoria da variação lingüística”. (TARALLO, p. 06)

 

 

 

 

 

“[...] podem ser chamados de sociolinguístas todos aqueles que entendem por língua um veiculo de comunicação, de informação e de expressão entre os indivíduos da espécie humana.” p.07

 

 

Em toda comunidade de fala são frequentes as formas linguísticas em variação [...] a essas formas em variação dá-se o nome de “variantes”. “Variantes linguísticas” são [...] diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo contexto, e com o mesmo valor de verdade. A um conjunto de variantes dá-se o nome de “variável linguística”. (TARALLO, p.08)

 

 

As variantes de uma comunidade de fala encontram-se sempre em relação de concorrência: padrão vs não-padrão; conservadoras vs  inovadora; de prestigio vs estigmatizadas. Em geral, a variante considerada padrão é, ao mesmo tempo, conservadora e aquela que goza do prestigio sociolinguístico na comunidade. As variantes inovadoras, por outro lado são aquelas quase sempre não-padrão e estigmatizada pelos membros da comunidade. (TARALLO, p.11-12)

 

“[...] a língua pode ser um fator extremamente importante na identificação de grupos em sua configuração como também possível maneira de demarcar diferenças sociais no seio de uma comunidade.” p.14

 

“A relação existente entre [...] teoria, método e objeto [...] é obvia e imperativa: toda ciência [...] tem uma teoria própria, um objeto especifico de estudo e um método que lhe é característico.” p.17

 

 

A língua falada [...] é o veiculo linguístico de comunicação usado em situações naturais de interação social [...] a língua falada é o vernáculo [...] rata-se [...] dos momentos em que o mínimo de atenção é prestado à língua, ao como da enunciação. Essas partes do discurso falado [...] constituem o material básico para análise sociolinguística. (TARALLO, p.19)

 

 

“[...] a natureza do objeto de estudo sempre precederá o levantamento de hipóteses de trabalho e, consequentemente, a construção do modelo teórico.” p.19 

 

 

[...] seja qual for a natureza da situação de comunicação [...] o pesquisador deverá tentar neutralizar a força exercida pela presença do gravador e por sua própria presença como elemento estranho à comunidade [...] a palavra “língua” deverá ser evitada a qualquer preço, pois o objetivo é que o informante não preste atenção  a sua própria maneira de falar. (TARALLO, p.21)

 

 

 

A narrativa de experiência pessoal é a mina de ouro que o pesquisador-sociolinguísta procura. Ao narrar suas experiências pessoais mais envolventes, ao colocá-las no gênero narrativa, o informante desvencilha-se praticamente de qualquer preocupação com a forma. (TARALLO, p.23)

 

 

“Cabe, portanto, ao narrador, uma vez iniciado um relato, evitar que sua narrativa seja mal recebida.” p.25

 

“[...] todo esse trabalho de coleta é útil e gratificante, e [...] a análise fluirá naturalmente dos dados coletados.” p.32

 

 

[...] nosso compromisso com o aspecto social da linguagem é [...] imperativo. [...] a concepção e o alcance do modelo sociolinguístico são a um só tempo sincrônicos e diacrônicos. Tanto a variação [...] como a mudança [...] linguísticas devem ser estudadas. (TARALLO, pp.35-36)

 

 

“Por encaixamento linguístico da variável você deve entender a motivação das hipóteses, dos grupos de fatores.” p.42

 

 

[...] o encaixamento de uma variável não necessariamente o levará de volta ao sistema gramatical padrão. O contato com o dado bruto e sua experiência com o modelo análise o ajudaram, no estabelecimento de outras e novas hipóteses de trabalho. (TARALLO, p.45)

 

 

“[...] em uma sociedade tão estratificada como a nossa, fatal será que o nível socioeconômico de escolaridade do individuo tenha direta relevância sobre seu desempenho linguístico.” p.47

 

“A língua falda é [...] um sistema variável de regras. Obviamente a esse sistema de variação devem corresponder tentativas de regularização, de normalização.” p.57-58

 

“[...] a estrutura da língua pode se correlacionada o seu uso e que os padrões do ultimo podem ser objetivamente medidos, levando a diferenciação entre as escolhas que o falante efetivamente faz e as que ele poderia fazer.” p.61

 

 

[...] é somente através da correlação entre fatores lingüísticos e não lingüísticos que você chegará a um melhor conhecimento de como a língua é usada e de que é constituída. Cada comunidade de fala é única; cada falante é um caso individual. (TARALLO, p.62)

 

 

“[...] a estrutura de uma língua somente será totalmente entendida à medida que se compreendam efetivamente os processos históricos de sua configuração.” p.64